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Avifauna do Parque da Devesa - Observação e Registo

Projeto que visa promover a observação, a identificação, o registo fotográfico e a divulgação das espécies da avifauna que residem ou visitam o Parque da Devesa em Vila Nova de Famalicão.

Avifauna do Parque da Devesa - Observação e Registo

Projeto que visa promover a observação, a identificação, o registo fotográfico e a divulgação das espécies da avifauna que residem ou visitam o Parque da Devesa em Vila Nova de Famalicão.

Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) - "Ave da Semana" (2015-05-31)

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E a "Ave da Semana" (2015-05-30) é... a Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica). Diz o povo que a andorinha-das-chaminés anuncia a chegada da primavera. De facto esta ave migradora visita-nos nesta altura do ano e fica até o final do verão. No Parque da Devesa, esta é uma das quatro espécies de andorinhas já observadas. Mede entre 17 a 21 cm de comprimento (incluindo a projeção da cauda). “Reproduz-se em zonas cultivadas com quintas e pequenas vilas, etc. Estival. Inverna em África. Fora... da época de reprodução repousa, comunitariamente, em caniçais. O ninho consiste numa taça de lama, reforçada com plantas, que é construída nas armações de telhados, beirais de casas, debaixo de pontes, em chaminés, etc. Caça insectos em grupo, voando rente ao solo, frequentemente por entre o gado que pasta, mas também ao nível do topo das árvores. (…) Barulhenta. Os seus chamamentos ruidosos animam quintas e pequenas vilas. Quando em voo itinerante emite um ‘vit!’ alegre e agudo, frequentemente repetido duas ou mais vezes. Nos celeiros, os casais alisam as penas um do outro e trocam chilreios amorosos (…) O canto bastante alto, consiste num chilreio rápido, ocasionalmente interrompido por um crocito que se transforma num matraqueado seco.” (Guia de Aves – Guia de Campo das Aves de Portugal e da Europa, Assírio & Alvim, 2012)
http://www.xeno-canto.org/233467

Carriça (Troglodytes troglodytes) - "Ave da Semana" (2015-05-24)

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E a "Ave da Semana" (2015-05-24) é... a Carriça (Troglodytes troglodytes). É uma ave pequena mas tem um canto forte que nos encanta. Pode ser observada no Parque da Devesa durante todo o ano (residente). Mede entre 9 a 10,5 cm de comprimento. “Reproduz-se em matas com densa vegetação arbustiva, em grandes clareiras e matagais densos e, frequentemente em vegetação ripícola e em jardins; também em ilhas áridas com arbustos e muros. Aprecia manchas densas com árvores desenraizadas, pilhas deramos, silvados, roseiras, etc. (…). O canto, ouvido em todas as estações do ano, é muito alto para uma ave tão pequena, uma série de notas repetidas de modo consistente com tom metálico e trinados idênticos ao do canário-da-terra ou da petinhas-das-árvores (…) Em geral canta escondida, mas por vezes é vista a cantar de um poleiro.” (Guia de Aves – Guia de Campo das Aves de Portugal e da Europa, Assírio & Alvim, 2012)

Narceja-comum (Gallinago gallinago) - "Ave da Semana" (2015-05-17)

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E a "Ave da Semana" (2015-05-17) é... a Narceja-comum (Gallinago gallinago). Observada no Parque da Devesa durante o inverno passado. Mede entre 23 a 28 cm de comprimento e entre 39 a 45 cm de envergadura. “Reproduz-se em pântanos, lodaçais e prados húmidos com vegetação rasteira densa; de passagem e no inverno, encontra-se geralmente em pequenos grupos também em pequenas poças de lama, margens de charcos, valas, zonas costeiras, pastagens, etc. O ninho encontra-se bem escondido na vegetação.

IDENTIFICAÇÃO Limícola de dimensão média. Prefere estar abrigada, mas quando observada em local aberto, apresenta uma combinação distinta de: bico direito e muito longo; forma relativamente atarracada; patas curtas; postura agachada; cabeça e corpo com riscas. (…)
VOZ O chamamento quando levanta voo é um ‘catch!’ abruptoe com som raspado (…) pode ser um ‘ca-atch!’ dissilábico. O canto é um ‘chip-per chip-per chip-per’ geralmente mantido por muito tempo; (…).” (Guia de Aves – Guia de Campo das Aves de Portugal e da Europa, Assírio & Alvim, 2012)
http://www.xeno-canto.org/151296

Alvéola-branca (Motacilla alba) - "Ave da Semana" (2015-05-10)

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E a "Ave da Semana" (2015-05-10) é ... a Alvéola-branca (Motacilla alba). À semelhança da alvéola-cinzenta, também a alvéola-branca é observada no Parque da Devesa durante todo o ano (residente). Mede entre 16,5 a 19 cm de comprimento. “Nidificante comum em vários habitats, sobretudo terrenos de cultivo abertos perto de habitações e de água (ex.: terrenos de quintas e margens de lagos), bem como em aldeias, vilas e cidades (…). Nidifica em paredes de pedra, por baixo das telhas, em condutas de ventilação, taludes, entre hera, por baixo de pedras, etc. Também em áreas descampadas como relvados, campos de golfe, rochas planas, telhados e estradas de asfalto onde pode facilmente observar e caçar insetos. (…) O chamamento são duas ou três silabas alegres - ‘tsli-vitt’ ou ‘zi-ze-litt’, sendo facilmente identificável. O canto normal é muito simplese consiste em algumas notas chilreadas, uma pausa e mais algumas notas chilreadas, seguidas de mais uma pausa, etc.; no geral dá a impressão de ser casual e nem sempre soa como um canto ‘apropriado’. O oposto dá-se na variação estática do canto que acontece quando a ave está excitada, em conflitos territoriais e quando está cercada por um cuco ou um gavião-comum, que consiste em séries longas e muito rápidas de notas chilreadas e ‘indignadas’.” (Guia de Aves – Guia de Campo das Aves de Portugal e da Europa, Assírio & Alvim, 2012)

http://www.xeno-canto.org/70249

Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea) - "Ave da Semana" (2015-05-03)

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E a "Ave da Semana" (2015-05-03) é ... a Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea). Uma das três alvéolas mais conhecidas em Portugal, observada no Parque da Devesa durante todo o ano (residente). Mede entre 17 a 20 cm de comprimento. “Os casais reproduzem-se dispersamente em cursos de água pequenos e rápidos, com leito rochoso e com bosques, ou pelo menos árvores, nas margens, bem como à beira de lagos e em rios mais lentos. (…) Nidifica em cavidades de rochas ou de pontes de pedra, moinhos de água, etc., à beira de água. Entre as alvéolas, é a que tem cauda mais comprida e as patas mais curtas. Abana constantemente a cauda grande, com força tal que acaba por abanar toda a parte traseira. (…) O chamamento á muito parecido com o da alvéola-branca, mas é mais agudo – ‘zi-zi’. O chamamento de alarme é um ‘süiht’ repetido e intervalado por um chamamento. O canto consiste em séries curtas e mecânica de notas agudas – ‘ziss-ziss-ziss-ziss’, geralmente misturadas com uma frase alternativa de notas mais agudas – ‘si si si siü’.” (Guia de Aves – Guia de Campo das Aves de Portugal e da Europa, Assírio & Alvim, 2012)

http://www.xeno-canto.org/141165